

Braga, 8 de outubro — O Plano Nacional das Artes (PNA) e a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga promoveram hoje o Concerto Barroco Comentado, uma sessão da Mochila Cultural Digital (In)disciplinar com o Barroco, especialmente dirigida a alunos do ensino básico e secundário. O evento decorreu às 11h30, no Auditório Adelina Caravana (Conservatório Calouste Gulbenkian), em Braga, e foi transmitido em direto através do canal YouTube da DGEstE.
A iniciativa teve como objetivo central proporcionar acesso inclusivo à cultura e às artes, com destaque para a Música, promovendo o contacto dos estudantes com o repertório barroco e com práticas de escuta orientada.
Ao longo desta viagem pela música dos séculos XVII e XVIII, alunos e professores do Conservatório interpretaram obras de compositores como Rameau, Vivaldi, Bach e Henry Purcell, entre outros. A apresentação sublinhou a ideia dos “gostos reunidos”, valorizando aquilo que une os diferentes estilos nacionais (francês, italiano e alemão): a expressividade, o movimento e a busca da beleza — a música como discurso eloquente de sons que envolve, cativa e liberta.
O concerto foi comentado para apoiar a compreensão histórica e estética do Barroco, evidenciando práticas de escuta ativa, contextualização de obras e ponte interdisciplinar com áreas como História, Línguas e Artes Visuais. A estrutura foi pensada para aproximar o repertório do quotidiano dos alunos e reforçar a literacia artística.
O Agrupamento de Escolas de Maximinos recebeu a visita inspiradora da jovem cientista Ksenija Vućković, bióloga especializada em microbiologia polar. Natural da Sérvia, Ksenija concluiu a licenciatura em Biologia Molecular e Fisiologia na Universidade de Belgrado e o mestrado em Biodiversidade, Genética e Evolução na Universidade do Porto, com uma tese desenvolvida no CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental). O seu trabalho incidiu sobre o estudo de microrganismos envolvidos nos processos de nucleação do gelo e formação de nuvens que originam precipitação na Antártida.
Atualmente, Ksenija é bolseira do programa AntClimNow Dataset Development and Stewardship Scheme, integrado no Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR). No âmbito da bolsa MicroANT, investiga ainda de que forma os rios atmosféricos influenciam o transporte de microrganismos através da Península Antártica — um projeto interdisciplinar que resulta da colaboração entre dois laboratórios do CIIMAR.
Em janeiro de 2025, a investigadora participou numa campanha de trabalho de campo na Ilha King George, no contexto do projeto ProPOLAR APMAR25, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre os ecossistemas polares e o impacto das alterações climáticas.
Durante a sessão, intitulada “Por que os Polos Importam?”, Ksenija apresentou aos alunos as principais diferenças entre o Ártico e a Antártida, os desafios da investigação em ambientes extremos e a importância dos polos na regulação do clima global. Através de imagens e exemplos do seu trabalho de campo, a cientista destacou o papel crucial destas regiões na compreensão do aquecimento global e na preservação dos recursos hídricos do planeta — recordando que 70% da água doce da Terra está armazenada na Antártida.
A sessão despertou a curiosidade dos alunos, que puderam compreender de forma próxima como a ciência contribui para proteger o planeta. Nas palavras de Ksenija, “os polos podem parecer distantes, mas o que acontece lá afeta todos nós. Estudá-los é descobrir como o nosso planeta funciona — e como podemos cuidar dele”.
O Agrupamento de Escolas de Maximinos agradece a presença da cientista e o seu contributo para a promoção da literacia científica e ambiental, num testemunho vivo de como a investigação pode inspirar as novas gerações a agir pelo futuro do planeta.
Realizou-se, na Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Maximinos (ESMAX), uma reunião de esclarecimento destinada aos alunos, e respetivos encarregados de educação, selecionados para participar nas mobilidades à Turquia e à Croácia, no âmbito do projeto Erasmus+ Skills4Future.
Esta sessão teve como objetivo prestar informações essenciais sobre as mobilidades, que decorrerão em fevereiro (Turquia) e abril (Croácia). Durante a reunião, foram abordados temas como o enquadramento geral do projeto Erasmus+, os destinos e calendários das mobilidades, as condições de alojamento, alimentação e seguro, bem como a documentação obrigatória (Cartão de Cidadão ou Passaporte, CESD, autorizações e consentimentos RGPD).
A coordenação Erasmus+ da ESMAX apresentou igualmente o código de conduta dos participantes, esclarecendo o papel e a responsabilidade dos encarregados de educação em caso de desistência, e identificou os professores acompanhantes e contactos de emergência. Foram ainda anunciadas as sessões de preparação linguística, cultural e temática, que antecederão as mobilidades e visam promover também a integração dos alunos nos contextos escolares e culturais dos países de acolhimento.
O encontro terminou com um espaço de perguntas e esclarecimentos, permitindo aos encarregados de educação e participantes obter todas as informações necessárias para o sucesso das próximas experiências internacionais.
O projeto Skills4Future, financiado pelo programa Erasmus+ da União Europeia, pretende dotar os alunos de competências essenciais para o futuro — promovendo a cidadania europeia, a partilha intercultural e a valorização da aprendizagem ao longo da vida.
Licenciada em Biologia Molecular e Fisiologia pela Universidade de Belgrado (Sérvia) e mestre em Biodiversidade, Genética e Evolução pela Universidade do Porto, desenvolveu a sua tese no CIIMAR, onde estudou microrganismos que participam na nucleação de gelo e na formação de nuvens responsáveis pela precipitação na Antártida.
Atualmente, é bolseira do programa AntClimNow Dataset Development and Stewardship Scheme, do SCAR, e, através da bolsa MicroANT, investiga de que forma os rios atmosféricos influenciam o transporte de microrganismos na Península Antártica — um projeto interdisciplinar que une dois laboratórios do CIIMAR.
Em janeiro de 2025, participou numa campanha de trabalho de campo na Ilha Rei George, no âmbito do projeto ProPOLAR APMAR25, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre os ecossistemas polares e o impacto das alterações climáticas.
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No âmbito do projeto Erasmus+ 3R AROUND THE WORLD, houve oportunidade de visitar o Europe's Spaceport, Centro Espacial Guianense e participar em workshops de reciclagem.
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No âmbito do projeto Erasmus+ 3R AROUND THE WORLD, cujo tema é ecologia e sustentabilidade, um grupo de alunos e professores encontram-se na Guiana Francesa, onde tem desenvolvido atividades relacionadas com o ambiente.
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Lisboa recebeu, a 30 de setembro, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, a cerimónia de entrega do Prémio Traduzir 2025, iniciativa que reconhece o talento e a dedicação de jovens estudantes na área da tradução.
O evento contou com a presença da Prof.ª Doutora Catarina Burnay, diretora da Faculdade de Ciências Humanas, que deu as boas-vindas aos participantes, seguindo-se a apresentação da Faculdade e do curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas pela coordenadora, Prof.ª Doutora Joana Moura. A Prof.ª Doutora Alexandra Lopes, da Comissão Organizadora, apresentou o Prémio Traduzir 2025, sublinhando a importância da tradução como ponte entre culturas e instrumento de compreensão global.
A sessão incluiu ainda a conversa “Tradução ou a arte de duvidar”, dinamizada pela tradutora literária Dr.ª Rita Custódio, que destacou os desafios e as exigências da profissão.
Na entrega dos prémios, foram distinguidos os melhores trabalhos de tradução nas diferentes línguas estrangeiras. Na categoria de Texto de Língua Inglesa, a aluna Bárbara Rodrigues Loureiro, da Escola Secundária de Maximinos (Braga), conquistou o primeiro lugar, arrecadando como prémio uma viagem ao Luxemburgo, entre outras ofertas.
Os restantes premiados foram: Leonardo Daniel Pires Tavares Soares, Escola Secundária de Penafiel (Texto de Língua Alemã); Joana Nunes Mendes do Vale, Agrupamento de Escolas nº 1 de Abrantes (Texto de Língua Espanhola); Inês Alexandra Cardeal Teixeira, Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire – Pontinha (Texto de Língua Francesa).
Após a leitura pública das traduções distinguidas, a cerimónia encerrou com um lanche-convívio, promovendo o encontro entre alunos, professores e profissionais da tradução.
O Prémio Traduzir reforça, ano após ano, a importância da tradução e do papel do tradutor como mediador cultural e guardião da diversidade linguística, incentivando os jovens a prosseguir o caminho das línguas e da comunicação intercultural.
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