O Agrupamento de Escolas de Maximinos recebeu a visita inspiradora da jovem cientista Ksenija Vućković, bióloga especializada em microbiologia polar. Natural da Sérvia, Ksenija concluiu a licenciatura em Biologia Molecular e Fisiologia na Universidade de Belgrado e o mestrado em Biodiversidade, Genética e Evolução na Universidade do Porto, com uma tese desenvolvida no CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental). O seu trabalho incidiu sobre o estudo de microrganismos envolvidos nos processos de nucleação do gelo e formação de nuvens que originam precipitação na Antártida.
Atualmente, Ksenija é bolseira do programa AntClimNow Dataset Development and Stewardship Scheme, integrado no Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR). No âmbito da bolsa MicroANT, investiga ainda de que forma os rios atmosféricos influenciam o transporte de microrganismos através da Península Antártica — um projeto interdisciplinar que resulta da colaboração entre dois laboratórios do CIIMAR.
Em janeiro de 2025, a investigadora participou numa campanha de trabalho de campo na Ilha King George, no contexto do projeto ProPOLAR APMAR25, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre os ecossistemas polares e o impacto das alterações climáticas.
Durante a sessão, intitulada “Por que os Polos Importam?”, Ksenija apresentou aos alunos as principais diferenças entre o Ártico e a Antártida, os desafios da investigação em ambientes extremos e a importância dos polos na regulação do clima global. Através de imagens e exemplos do seu trabalho de campo, a cientista destacou o papel crucial destas regiões na compreensão do aquecimento global e na preservação dos recursos hídricos do planeta — recordando que 70% da água doce da Terra está armazenada na Antártida.
A sessão despertou a curiosidade dos alunos, que puderam compreender de forma próxima como a ciência contribui para proteger o planeta. Nas palavras de Ksenija, “os polos podem parecer distantes, mas o que acontece lá afeta todos nós. Estudá-los é descobrir como o nosso planeta funciona — e como podemos cuidar dele”.
O Agrupamento de Escolas de Maximinos agradece a presença da cientista e o seu contributo para a promoção da literacia científica e ambiental, num testemunho vivo de como a investigação pode inspirar as novas gerações a agir pelo futuro do planeta.

