No passado dia 5 de junho, o centro da cidade de Braga transformou-se num palco de celebração da arte, da diversidade e da inclusão, com a realização das filmagens finais do projeto “Corpo Habitado – 4 corpos em dança inclusiva”. Este momento representou o culminar de meses de trabalho artístico e pedagógico, que envolveram crianças, jovens e adultos com necessidades específicas, numa partilha de movimento, expressão e criação.
Com o apoio do Município de Braga, e no âmbito dos Prémios BPI Fundação “la Caixa” – Capacitar, o projeto promoveu a inclusão artística de pessoas com deficiência, contribuindo para combater a escassez de oportunidades neste campo. Através de uma metodologia inovadora e sensível às especificidades de cada participante, foram desenvolvidas competências pessoais, sociais e artísticas, evidenciando o poder transformador da arte na vida das pessoas.
As filmagens decorreram entre as 09h30 e as 12h30, com a participação ativa da CERCI Braga, e das comunidades educativas do Centro Escolar de Gondizalves, Centro Escolar de Maximinos, Escola Básica 2,3 Frei Caetano Brandão e Escola Secundária de Maximinos. Estiveram também presentes professores, assistentes operacionais, encarregados de educação e o Diretor do Agrupamento de Escolas de Maximinos, Dr. Paulo Antunes, numa verdadeira celebração coletiva.
Durante o projeto, as atividades estenderam-se a sessões regulares de dança inclusiva e a residências artísticas que integraram diferentes linguagens performativas – corpo em movimento, som, expressão e performance –, realizadas em parceria com o CACI da CERCI Braga e o Agrupamento de Escolas de Maximinos.
Para além do produto artístico final – uma vídeo dança que será brevemente divulgada –, será também elaborado um Manual Metodológico com estratégias práticas de ensino-aprendizagem nas áreas expressivas, com o objetivo de disseminar a metodologia junto de outros profissionais e instituições.
“Corpo Habitado – 4 corpos em dança inclusiva” reforça a importância de criar contextos artísticos acessíveis, onde cada corpo é reconhecido como veículo de criação e expressão. Um projeto onde a arte é, acima de tudo, espaço de pertença.



